Vamos incomodar os padrões gregos. Vamos falar de mulher. Uma mulher nunca é uma. Ela sozinha muda peso, personalidade, mensalmente, semanalmente e diariamente. Ela tem seus pesadelos, sonhos e os usa na sua própria realidade. Vamos subdividi-los em quatro: a primeira é a nova, bonita e vitoriosa, tem a vida inteira pela frente e ela segue segura. A segunda é a crescente, se multiplicando em mil, fincando raízes e querendo ser amada. A terceira é a cheia, plena, usa tudo que tem porque agora sabe que tem, queira pro bem ou pro mal. E a quarta é a minguante, a queda, o poder que o encerramento tem de renovar. E todas elas são a negra, a mesma, a Lilith, a Madalena, a Maria, a Glauce, a Jocasta, a Medéia. Nada mais teatral que a mulher.
Um disco de vinil arranhado justamente quando a letra dizia: "entre a netflix e a realidade tem coisas que precisam ser escritas", e voltava a tocar...
domingo, 19 de novembro de 2017
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Ela
Vamos incomodar os padrões gregos. Vamos falar de mulher. Uma mulher nunca é uma. Ela sozinha muda peso, personalidade, mensalmente, ...
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Vamos incomodar os padrões gregos. Vamos falar de mulher. Uma mulher nunca é uma. Ela sozinha muda peso, personalidade, mensalmente, ...
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Eu poderia dizer que fui uma péssima aluna, que desrespeitava meus professores e que por isso me tornei professora, uma espécie de lei ...
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