domingo, 19 de novembro de 2017

Cronologia da persistência



Eu poderia dizer que fui uma péssima aluna, que desrespeitava meus professores e que por isso me tornei professora, uma espécie de lei do retorno, rápida e eficaz (tem muita gente que acha que ensinar é castigo, triste né? (tem alguns dias que eu acho, sem hipocrisia)). Só que eu não fui; pelo contrário nem eu entendia bem, os amigos detonando os professores e eu lá olhando seus pontos positivos... O seguinte é: eu sempre fui meio cabeçuda, e pensar demais ajuda e atrapalha, como professora isso me ajuda de modo geral, mas faz com que eu tenha pouquíssimas fotos com os alunos, por exemplo, numa data como o dia dos professores, tenho pouco a 'mostrar' do que a sociedade valoriza. Aqueles rostinhos felizes somados com o de uma figura de professor, muitos likes iria ganhar. Na contramão eu tenho uma foto muito significativa (que renderia poucos likes, mas enfim, não se pode ter tudo não é mesmo?!) ,para mim. Está aí minha primeira oportunidade de desistir, no primeiro momento em que eu vi que sempre iria ter algum obstáculo, no primeiro segundo em que me coloquei disponível para outra pessoa, no momento em que vi que teria que aprender muito mais do que já sabia (que era quase nada), no momento em que senti um peso danado nas costas e que aprendi a conviver (me patrocina #dorflex #salonpas) , no momento em que notei que tinha que andar com uma garrafinha d'água, no momento em que retirei aquelas cadeiras do lugar para dar uma aula de corpo numa sala com o mínimo de estrutura e continuei, quando seria fácil desistir, naquele momento eu virei professora...

Por: Jocianny Carvalho

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